sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Hotel Transylvania - Filme para divertir-se



Mostros famosos como Frankenstein, a Múmia, Drácula e o Lobisomem vivem juntos no hotel Transylvania. Na verdade eles estão escondidos, já que em pleno século 21 eles mesmos se consideram irrelevantes diante de tanta tecnologia. Segunda produção animada da Sony Pictures Animation após a positiva estréia do estúdio no gênero com "O Bicho Vai Pegar".


sábado, 6 de outubro de 2012

Tinker Bell O Segredo das fadas



Tinker Bell (Mae Whitman), Periwinkle (Lucy Hale) e seus amigos se aventuram no mundo mágico e proibido do Misterioso Bosque do Inverno, no qual a curiosidade os levam a uma maravilhosa descoberta que irá mudar suas vidas para sempre e unirá, finalmente, o Refúgio das Fadas.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Desmundo - Ana Miranda

 

I- Autora:
Ana Miranda nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1951. Cresceu em Brasília e mora no Rio de Janeiro desde 1969. Publicou dois livros de poesia – Anjos e Demônios e Celebrações do Outro; os romances Boca do Inferno, O Retrato do Rei, Sem Pecado e A Última Quimera, todos pela Companhia das Letras. Tem livros publicados em diversos países, entre eles Inglaterra, França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Espanha e Suécia.
Recebeu o prêmio Jabuti em 1990.
II- Estrutura Narrativa:
Romance de 213 páginas, Desmundo é narrado em 1a. pessoa pela personagem Oribela. O livro é dividido em 10 partes e cada uma delas, em pequenos capítulos. São elas:
• A Chegada
• A Terra
• O Casamento
• O Fogo
• A Fuga
• O Desmundo
• A Guerra
• O Mouro
• O Filho
• O Fim
III- Resumo:
Esta história se passa em 1555 e começa quando mandam à rainha uma carta pedindo que fossem enviadas mulheres para se casarem com os cristãos, que estavam no Brasil.
Oribela é uma das órfãs e conta tudo como foi, desde a viagem até o destino de cada órfã. Conta sobre as dificuldades que tinham durante a viagem, que acontecia de muitas pessoas morrerem, inclusive morreu uma órfã, Dona Isobel. Elas eram em sete órfãs ao todo. Quem as acompanha é um padre e uma velha freira, fora os tripulantes da nau Senhora Inês.
Na primeira parte, Oribela conta como foi a chegada. Na segunda parte, como era a terra, como eram os índios. Na terceira parte fala como foi preparado o casamento das órfãs. Conta que foram os padres quem as acolheram, davam comida, porém era proibido que os meninos as vissem. Elas também não viam os padres, apenas pela janela cruzando o pátio. Assim, Oribela conheceu Francisco Albuquerque, que no princípio ela não queria casar, por achar que não era digna de homem nenhum e também porque ele a repugnava, por seus modos e aparência. Sofreu muitos castigos do padre e também dona Birdes de Albuquerque, tia de Francisco tentou convence-la a todo o custo. Por fim, Oribela acabou aceitando, mas não amava seu marido. A quarta parte conta como era o relacionamento entre eles, pessoas que participam da narrativa. A quinta parte fala de algumas fugas de Oribela, que não amava o marido. Tentou várias vezes a fuga e numa dessas, vestiu-se de homem. A sexta parte mostra a amizade de Oribela com a Temericó, nativa, que lhe conta sobre os costumes da terra. A natural, acha que Oribela é uma rainha, mas Oribela a considera muito burra. A sétima parte fala nas disputas, nos tempos de agonias. Lutas pelo poder na terra brasileira. Índios e cristãos lutavam, muito provavelmente porque os índios não aceitavam ser escravos, estavam sendo aculturados e explorados. A oitava parte, Oribela sente-se tão culpada pelo mal que as pessoas em sua voltam sentem que ela tem um sonho em que ela está pagando com a mutilação do seu corpo e quando acorda conhece um mouro, Ximeno, que a protegeu e a escondeu. Eles acabaram se envolvendo e Oribela fica grávida. A nona parte trata da descoberta da gravidez de Oribela e que o filho é de Ximeno. Neste capítulo, Oribela encontra Bernardinha e depois, a velha freira. Francisco de Albuquerque a encontra em companhia da velha e ameaça matar a freira, mas só ameaça. Oribela é levada de volta e parece que os dois vivem em harmonia até que Francisco de Albuquerque descobre que o filho não é seu e sim, do mouro, por isso, rapta a criança. No capítulo 10 há a passagem em que Oribela fica desesperada devido ao rapto do filho e coloca fogo em toda a casa, mas vê Ximeno vindo em sua direção com a criança. É um final aberto. Que possibilita muitas interpretações.
Constata-se que o tema central da história é a mistura de mundos, ou seja, é uma paródia da formação étnica brasileira e a tentativa de desmitificar a história, tão bonita, mas que encobre o sofrimento de muitas pessoas e “as sujeiras da nobreza da época”.
Nem todas as pessoas que vieram para o Brasil o fizeram por idealismo, a maioria procura riqueza e interesses econômicos. No Brasil, há uma mistura de raças muito grande, dos índios, dos portugueses (cristãos), espanhóis, como se percebe em alguns trechos do livro “todalas” (mistura de português e espanhol), palavras e frases em espanhol, judeus (Urraca era judia), mouros,....

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Carta de Caminha - Paes Unimontes




Carta de Pero Vaz de Caminha
A
El-Rei Manuel sobre o Achamento do Brasil
1º de maio de 1500




Pero vaz de caminha




  • Nasceu no Porto em 1450
  • Cavaleiro e mestre da Casa da Moeda do Porto
  • Escrivão nomeado para Calicute, Índia
  • Amigo do rei valeu-se da oportunidade de comunicar a nova do descobrimento a fim de interessar ao monarca pela solução de um problema particular: libertação do genro, Jorge de Osório
  • Morreu na Índia em 1500

O que a carta representa:


Telejornal na sala de aula

Mais reportagens dos alunos do 2o ano do Eloy Pereira











quarta-feira, 3 de outubro de 2012

As almas encantadoras das ruas - João do Rio



Escrito durante o governo de Rodrigues Alves, A alma encantadora das ruas, talvez seja o livro mais conhecido de João do Rio. É seu terceiro livro e foi publicado em 1908 revelando um autor que apreendia a psicologia  urbana e o espírito da época com a mesma obsessão dos colecionadores. Ele saturava seus textos de reminiscências decadentistas, mas o olhar que fixava no presente era o de um observador deslumbrado, onde vê as novas relações sociais que se desenham no coração daquela seria mais tarde chamada a Cidade Maravilhosa. A obra conta a vida de uma cidade em transformação, na qual coabitam personagens e espaços que, ao mesmo tempo que sobrevivem, já não existem como antes.

No início do século, iluminada pelas primeiras luzes da modernidade, o Rio de Janeiro já se revelava, aos olhos mais sensíveis, como uma cidade multifacetada, fascinante, efervescente na democracia da ruas.

As crônicas de A Alma Encantadora das Ruas mostram o significado e a própria essência da rua na modernidade. O homem não é qualquer um, mas o que vive no espaço urbano. Numa relação dupla, a sociedade faz a rua e esta faz o indivíduo:

"Há suor humano na argamassa do seu calçamento."
"Oh! Sim, a rua faz o indivíduo, nós bem o sentimos." (A rua)


A essência da identidade carioca já está presente nas linhas críticas e bem-humoradas deste João: a capacidade de criar soluções de sobrevivência, a paixão pela música, a riqueza do imaginário social, a espontaneidade da mistura cultural que constitui hoje a maior riqueza não apenas do Rio, mas de todo o Brasil.

O livro aborda questões alijadas da sociedade, como os trabalhadores, as cadeias e ladrões, unindo os fragmentos do Rio de Janeiro da época. As crônicas-reportagens da obra encenam o que mancha o projeto da cidade da virtude civilizada, que a ordem racional planejou (a cidade ideal); ganham o palco da escrita aspectos da antitética cidade do vício, símbolo e estigma dos males sociais.

Embora seu título lembre El alma encantadora de Paris (1902) do nicaraguense Enrique Gomez Carrillo, pela sua temática, está bem mais próximo de Les petites choses de Paris (1888) de Jean de Paris (pseudônimo do jornalista do Le Figaro Napoléon-Adrien Marx) e de Paris inconnu (1878) de Alexandre Privat d'Anglemont. É, no entanto, uma obra única e bem carioca, e não surpreende que tenha se transformado num clássico, enquanto os seus congêneres estrangeiros caíram no esquecimento, mesmo nos seus países de origem.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade



Obra clássica, o livro “Claro Enigma”, de Drummond, é um dos pontos mais altos da obra deste que é um dos maiores poetas da língua portuguesa. Neste que é o seu oitavo livro, Drummond retorna às formas mais clássicas da poesia, como o soneto e a redondilha, após um período ligado ao modernismo paulista, atitude que foi muito criticada pelos imbecis.
Apesar de ser “A Rosa do Povo” o seu livro mais conhecido, é em “Claro Enigma” que muitos (inclusive este blogueiro) vêem o poeta em sua totalidade com relação à arquitetura e consciência verbal, bem como no emprego metafórico, sem nunca perder um lirismo impulsionado pela linguagem empregada bem ao nível da fala comum, característica marcante em sua obra.
São de “Claro Enigma” os dois poemas abaixo:

MEMÓRIA

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.


SER

O filho que não fiz
hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
sem carne, sem nome.

Às vezes o encontro
num encontro de nuvem.
Apóia em meu ombro
seu ombro nenhum.

Interrogo meu filho,
objeto de ar:
em que gruta ou concha
quedas abstrato?

Lá onde eu jazia,
responde-me o hálito,
não me percebeste,
contudo chamava-te

como ainda te chamo
(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.

O filho que não fiz
faz-se por si mesmo.

Contexto Histórico: 
O Modernismo no Brasil 

Momento Histórico
- As máquina e o ritmo acelerado da civilização industrial se incorporavam à paisagem brasileira.
- Problemas sociais antigos continuam sem solução, produzindo tensões e conflitos graves. Os meios intelectuais sentem que é preciso reformar o Brasil, mergulhado numa contradição grave: a mesmo tempo em que se modernizava, mantinha uma organização social arcaica.

Características Literárias 
- A 1ª fase é a de ruptura com o passado. Humor, uso do coloquial, primitivismo, vanguardas, tudo é válido para criar uma literatura em sintonia com os novos tempos.
- Na 2ª fase se estabelecem o romance regionalista, que retrata uma certa região do pais, e a prosa intimista, que estuda o homem urbano.
- A 3ª fase nega algumas das propostas da 1ª e retorna o uso cuidadoso e consciente da palavra. O número de correntes literárias e autores cresce, o que torna difícil classificar essa fase.
Os poemas de Claro enigma, livro publicado por Carlos Drummond de Andrade em 1951, revelam um poeta ciente da finitude e disposto a analisar as conquistas e perdas da maturidade para, no atrito com o tempo corrosivo, enriquecer sua obra com a expressão das tensões vividas pelo homem que caminha, lúcido, para a morte. Drummond dedica-se a um exercício obstinado para compreender e representar poeticamente os efeitos desse devir nas respostas emocionais, nas ações praticadas e nos sentidos conferidos ao mundo, inserindo o tema na linha da investigação filosófica que anima a obra no período. Nesse movimento, nota a temporalidade vazia e as várias representações que procuram escamotear a angústia do tempo, reagindo a elas com a incondicional aplicação da lucidez na leitura de si mesmo e do objeto. Armado contra as imagens falaciosas do mundo, o poeta anuncia seu desligamento da poesia atravessada pela matéria histórica, que cultivara na década anterior, e, em seu lugar, apresenta uma poesia fortemente dissonante, que pretende a dicção alta e a referência mítica, mas desautoriza o conhecimento produzido pela tradição cultural. A resistência ao fluxo do tempo faz-se pela experiência amorosa e pela memória da família e da província. A vivência do amor permite ao sujeito reelaborar a vida que se esvai, resgatando alguma vitalidade no momento de ocaso. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Telejornal À Época do Realismo Naturalismo

Nessa semana meus alunos dos 2o anos estão apresentando uma série de reportagens sobre a é poca do Realismo Naturalismo no final do século XIX. É uma trabalho interdisciplinar de Literatura e Geografia juntamente com a professora Rita desenvolvi esse projeto de apresentação oral que começou a ser apresentado hoje pela turma Tanzanita.
Veja alguns trabalhos:



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A Hora da estrela - Clarice Lispcetor - 3a etapa do PAES




A Hora da Estrela

O romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, foi publicado pela Francisco Alves Editora, 17a; edição, da qual foram extraídas as citações utilizadas na análise. Rodrigo S.M., narrador onisciente, conta a história de Macabéa, personagem protagonista, vinda de Alagoas para o Rio de Janeiro, onde vivia com mais quatro colegas de quarto, além de trabalhar como datilógrafa (péssima, por sinal). Macabéa é uma mulher comum, para quem ninguém olharia, ou melhor, a quem qualquer um desprezaria: corpo franzino, doente, feia, maus hábitos de higiene. Além disso, era alvo fácil da propaganda e da indústria cultural (para exemplificar, seu desejo maior era ser igual a Marilyn Monroe, símbolo sexual da época).
Nossa personagem não sabe quem é, o que a torna incapaz de impor-se frente a qualquer um. Começa a namorar Olímpico de Jesus, nordestino ambicioso, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo. Assim sendo, abandona-a para ficar com Glória, colega de trabalho de Macabéa; afinal, o pai dela era açougueiro, o que lhe sugeria a possibilidade de melhora financeira. Triste, nossa personagem busca consolo na cartomante, que prevê que ela seria, finalmente, feliz... a felicidade viria do "estrangeiro". De certa forma, é o que acontece: ao sair da casa da cartomante, Macabéa é atropelada por Hans, que dirigia um luxuoso Mercedes-Benz. Esta é a sua "hora da estrela", momento de libertação para alguém que, afinal, "vivia numa cidade toda feita contra ela". "Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta, continuarei a escrever. (...) Pensar é um ato. Sentir é um fato." Existe a necessidade constante de descobrir-se o princípio, mas o homem, limitado que é, não conhece a resposta a todas as perguntas. A personagem narradora não é diferente dos outros homens, porém, mesmo sem saber tais respostas, de uma coisa ela tem certeza e, por isso, ela afirma: "Tudo no mundo começou com um sim." É preciso dizer sim para que algo comece, por isso, ela diz "sim" a Macabéa. Alguém que forçou seud nascimento, sua saída de dentro do narrador, tornando-se a nordestina, personagem protagonista de seu romance.